Receita e CGIBS publicam versão 1.3.0 da documentação técnica da DeRE

A engrenagem da Reforma Tributária acaba de girar mais rápido para os setores mais complexos da economia brasileira. Em uma ação conjunta, a Receita Federal do Brasil e o Comitê Gestor do IBS publicaram a versão 1.3.0 do pacote técnico da Declaração do Regime Específico (DeRE), por meio do Ato Técnico Conjunto nº 6.

A medida obriga instituições financeiras, operadoras de planos de saúde e empresas de apostas a acelerar a reestruturação de seus softwares de contabilidade e TI.

A atualização estabelece as diretrizes definitivas de escrita fiscal e comunicação em tempo real para os impostos federais e estaduais (CBS e IBS). Quem não atualizar seus sistemas internos corre o risco de travar a emissão de dados tributários e enfrentar sérios problemas com a fiscalização.

O que muda no pacote técnico

O governo liberou para download um conjunto de cinco documentos normativos que funcionam como o novo código genético do sistema contábil dessas empresas. O material inclui o Manual de Orientação do Usuário atualizado, os leiautes estruturados em linguagem XML, as tabelas com novos códigos de tributação e o catálogo completo das regras de validação.

Essas especificações ensinam os computadores das empresas a realizarem o cálculo correto dos impostos. Aplicando fórmulas automáticas que retiram tributos embutidos para encontrar a base de cálculo real. O sistema também conecta a contabilidade direta das empresas à plataforma de Apuração Assistida do Governo Federal, criando um ambiente de checagem imediata de informações.

Trava contra cobranças indevidas e novos controles

A nova versão traz inovações diretas na forma como as empresas registram cada transação diária. A criação do evento D-2252, por exemplo, exige o mapeamento com detalhes dos compradores de seguros de ramos elementares e de pessoas, identificando exatamente quem é contribuinte do sistema.

Além disso, o Fisco ativou o evento D-1121, que funciona como um controle rigoroso em conta-corrente para acompanhar deduções fiscal por documento emitido. Essa ferramenta garante que a empresa aproveite o abatimento correto de impostos sem cair na armadilha do duplo benefício fiscal, o que geraria multas pesadas.

Blindagem de dados e regras para recuperar saldo

As regras do pacote 1.3.0 também fecham a porta para erros ao definir o rito exato de fechamento e reabertura de meses contábeis. O ambiente autorizador do governo trava automaticamente as competências encerradas, exigindo protocolos rígidos para qualquer retificação posterior.

Para as empresas que acumulam bases de cálculo negativas, a regra regulamenta a compensação do saldo devedor, permitindo a escolha entre o método automático ou o ajuste manual. O texto ainda ajusta a estrutura de eventos de arranjos de pagamento para credenciadoras de cartão de crédito.

Com o manual definitivo em mãos, a responsabilidade recai agora sobre as equipes de tecnologia e contabilidade, que precisam adequar cada linha de código dos seus sistemas corporativos para rodar sem falhas na nova era fiscal do país.

Clique aqui para acessar o pacote técnico completo da versão 1.3.0.

Fonte: jornalcontabil