Produção industrial recua 0,6% de julho para agosto, aponta IBGE

A produção industrial recuou 0,6% em agosto de 2026, na comparação com julho, eliminando o avanço de 0,1% registrado no mês anterior. Na comparação com agosto de 2025, a queda foi de 1,2%, intensificando o resultado negativo de julho, quando a produção havia recuado 0,5%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (2/10).

A média móvel trimestral encerrada em agosto apresentou redução de 0,7%. Apesar dos resultados negativos recentes, a indústria acumula crescimento de 0,8% nos oito primeiros meses de 2026. No acumulado em 12 meses, a expansão é de 0,6%.

Na passagem de julho para agosto, todas as quatro grandes categorias econômicas registraram queda. A produção de bens de consumo semi e não duráveis recuou 1,7%, maior redução entre os grupos, e acumula perda de 5,4% em três meses consecutivos de queda. Os bens de consumo duráveis tiveram retração de 1%, após avanço de 3,4% em julho.

A produção de bens de capital caiu 0,6% em agosto, interrompendo a recuperação de 1% registrada em julho. Com o resultado, o segmento acumula redução de 2% em três dos últimos quatro meses. Já os bens intermediários recuaram 0,2%, no segundo mês consecutivo de queda, acumulando perda de 2,3% em quatro meses.

Na comparação com agosto de 2025, os bens de consumo duráveis registraram alta de 2,8%, a quarta taxa positiva consecutiva. O resultado foi influenciado pelo aumento na produção de automóveis, de 6,8%, motocicletas, de 7,9%, eletrodomésticos da linha branca, de 3,5% e outros eletrodomésticos, de 32,2%.

Os bens intermediários tiveram alta de 0,1% na comparação anual, mantendo o oitavo resultado positivo seguido. Entre os segmentos que contribuíram para o resultado estão as indústrias extrativas, com alta de 2,4%, veículos automotores, com 6,4% e metalurgia, com 3,7%.

Na outra ponta, os bens de capital registraram queda de 4,1% em relação a agosto de 2025, a quinta retração interanual consecutiva. O resultado foi pressionado principalmente pelos bens de capital agrícolas, que recuaram 36,5%, e pelos bens de capital de uso misto, com queda de 13,2%.

Os bens de consumo semi e não duráveis tiveram redução de 4,5% na comparação anual, a maior queda desde agosto de 2025, quando o recuo havia sido de 4,8%. O resultado foi afetado pela retração dos bens não duráveis, de 12,7%, e dos semiduráveis, de 7,2%, que incluem produtos como medicamentos, cigarros, vestuário, calçados e combustíveis.

Fonte: correiobraziliense