Novas regras no Simples Nacional: veja como a Reforma Tributária afeta sua empresa
As micro e pequenas empresas que fazem parte do Simples Nacional têm novidades à vista. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Simples Nacional publicaram a Resolução 190/2026. Trata-se de uma norma que atualiza as regras do setor para adaptá-las à Reforma Tributária.
Apesar de a maioria das mudanças definitivas entrar em vigor apenas em 1º de janeiro de 2027, quem empreende já precisa ficar atento aos detalhes para planejar o futuro do negócio sem surpresas.
O que muda no cálculo do faturamento?
Uma das principais atualizações envolve a forma de calcular a receita bruta da empresa, que é a base para definir quanto imposto o negócio paga no mês.
A nova regra traz mais clareza sobre como tratar itens específicos no caixa, como o recebimento de gorjetas em bares e restaurantes, além do impacto de juros e multas. O objetivo é deixar bem claro o momento exato em que a receita terá reconhecimento para evitar cobranças indevidas ou erros na contabilidade.
Novos impostos IBS e CBS
A grande novidade da Reforma Tributária — o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — também começou a ser desenhada para o universo dos pequenos negócios.
Com as novas orientações, o Simples Nacional ganha diretrizes sobre como esses tributos vão se integrar ao dia a dia das empresas. Dependendo do faturamento ou do teto de vendas (os chamados sublimites), algumas empresas poderão ou precisarão recolher o IBS e a CBS por fora do pacote do Simples Nacional.
Como se preparar para 2027
Embora o pacote de regras seja oficial, a transição será gradual. Assim, o ano de 2026 serve como um período de organização e adaptação para contadores e empresários.
A orientação dos especialistas é procurar o apoio da contabilidade do negócio . Isso, para checar se a sua empresa atinge algum dos novos limites de faturamento. E, também, como o cálculo dos impostos vai funcionar no seu segmento a partir de 2027.
Fonte: jornalcontabil