Depreciação | Estimativa de vida útil de bens do Ativo Imobilizado

Os bens do Ativo Imobilizado, em geral, contribuem para as operações da empresa durante todo o período de sua vida útil. Com exceção de terrenos e alguns poucos itens, os demais bens do Ativo Imobilizado têm sua vida útil limitada e serão usados durante um número finito de exercícios contábeis futuros.
A depreciação não é um método de avaliação de bens nem um meio de prover recursos destinados à reposição de bens depreciados. Trata-se de um método de distribuição do custo de um ativo entre diversos exercícios, entre departamentos e, posteriormente, entre produtos e serviços. Por fazer parte integrante do preço de venda dos produtos ela tem, também, a finalidade de recuperação do capital investido. No entanto, o preço de venda depende do mercado, que nem sempre está disposto a pagar o preço que se espera pelo produto.
Assim, a depreciação torna-se apenas o reconhecimento da desvalorização ou do desgaste do bem através do tempo do seu uso. Ela deve ser constituída em montante suficiente para cobrir a perda de valor de um bem em virtude de desgaste natural pelo seu uso no processo para o qual foi concebido ou pela sua obsolescência, devendo ser reconhecida em quotas periódicas, considerando-se a sua utilização e o aspecto temporal.
A vida útil de um bem é limitada por dois motivos: deterioração, que é o processo físico de desgaste pelo uso; e, obsolescência, que se refere à perda de utilidade em consequência do desenvolvimento de equipamentos e processos mais aperfeiçoados, mudança de modelos ou outras causas não relacionadas com a condição física do bem.
Já a depreciação não se refere à deterioração física de um ativo nem à redução do seu valor de mercado, mas sim, à alocação do custo de aquisição de um ativo durante um número de períodos contábeis estimados que recebam os benefícios da sua utilização. A depreciação, portanto, é um processo de alocação sistemática do custo de aquisição e não um processo de avaliação do ativo.
A estimativa de vida útil de um ativo imobilizado, às vezes, é difícil, porém é muito importante que seja feita. Se a vida útil produtiva não fosse estimada, o custo de aquisição desse ativo deveria ser debitado, totalmente, ao período de aquisição desse ativo ou por ocasião de sua disposição. Entretanto, isso não é compatível com os princípios contábeis, segundo os quais, os custos são consistentes com as receitas.
Apesar da dificuldade, a estimativa de vida útil de um ativo não pode ser ignorada simplesmente porque não existe um método científico para elaborá-la. Por essas dificuldades técnicas e como o custo da depreciação é dedutível das receitas para determinação do Imposto de Renda e da Contribuição Social essa estimativa de vida útil é estabelecida pela Receita Federal (artigos 305 a 312, do RIR, de 1999; e, Anexo III, da Instrução Normativa RFB 1700, de 2017). No entanto, esse período estabelecido pode não ser o mesmo da vida útil potencial. Em geral, a experiência passada da empresa em suas operações é o melhor guia para estimar a vida útil de seus ativos imobilizados.
Os artigos 121 a 124 da Instrução Normativa RFB 1700, de 2017, disciplinam fiscalmente os procedimentos. É recomendável que as taxas de depreciação autorizadas pela mencionada norma sejam confrontadas com aquelas atualmente em uso pela empresa. Essa comparação, além de evitar futuros problemas fiscais, poderá ser útil para ajustar as taxas que possam estar erradas.
O Fisco admite, ainda, que a empresa adote taxas diferentes de depreciação, quando suportadas por laudo pericial do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia ou de outra entidade oficial de pesquisa cientifica ou tecnológica. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) também é uma entidade habilitada a atestar a adequação de taxas de depreciação em virtude das condições de uso dos bens.
Para fins contábeis, no cálculo da depreciação, a empresa deve seguir a legislação societária Lei 6.404, de 1976 e Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado. O ideal é não aceitar simplesmente as taxas de depreciação fixadas como máximas pela legislação fiscal, e, sim, fazer uma análise técnica na qual sejam determinados os fatores que podem influenciar na sua vida útil e seja estimada a taxa a ser adotada para fins contábeis. Edição | LAB | 1811.
Fique sempre em dia!
- Obrigações do dia: IOF | Imposto sobre Operações Financeiras.
- Obrigações do dia: IRRF | Imposto de Renda Retido na Fonte.
- Obrigações do dia: COFINS.
- Obrigações do dia: PIS/Pasep.
- Obrigações do dia: IPI | Imposto sobre Produtos Industrializados.
Últimas Notícias
-
26 - Março - 2026
Petrobras descobre petróleo em Marlim Sul, no pré-sal de Campos
A Petrobras descobriu a presença de óleo em poço exploratório no campo de Marlim Sul, localizado no pré-sal da Bacia de [...]
-
26 - Março - 2026
Galípolo diz que petróleo reforça cautela do Banco Central com a Selic
Pouco mais de uma semana após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir a taxa básica de [...]
-
26 - Março - 2026
STF decide se mantém decisão que determina prorrogação da CPMI do INSS
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir nesta quinta-feira (26) se mantém a decisão do ministro André Men [...]
-
26 - Março - 2026
Guerra do Irã derruba fundos multimercados. Entenda o que aconteceu e como reagir
:O ano começou favorável para os fundos multimercados, com retornos que superaram o CDI  [...]
-
25 - Março - 2026
Aplicativos deverão detalhar custos das corridas aos consumidores
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou que as empresas de aplicativos de entrega e de trans [...]
-
25 - Março - 2026
BC reforça segurança em contas de instituições no sistema de pagamento
As instituições financeiras terão novos recursos para agirem em caso de suspeitas de fraude ou de ataque hacker. O [...]
-
25 - Março - 2026
Procon identifica combustível vendido com preço 300% acima do normal
A Secretaria Nacional do Consumidor, que integra o Ministério da Justiça, anunciou nesta segunda-feira (23/3) que vai reforçar [...]
-
25 - Março - 2026
Mercados hoje: ata do Copom traz pistas sobre o que esperar dos cortes de juros no Brasil
Nesta terça-feira (24), com os mercados globais mais amenos, os investidores se voltam à divulgação da ata da última reunião do [...]
-
24 - Março - 2026
Conselho do FGTS decide hoje sobre reajuste do teto de renda para financiar imóveis
O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) deve aprovar em reunião nesta terça-feira (24) o a [...]
-
24 - Março - 2026
Dólar sobe com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no radar
O dólar avança no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 24,, rodando em torno de R$ 5,26 por volta das 9h40, em meio à le [...]